quinta-feira, 3 de abril de 2008

Pode ser mais fácil do que parece.

Pode ser mais fácil do que parece.

A tradição para a língua culta é fundamental, não basta inventarmos expressões e passarmos a usá-las diariamente.
Alguns exemplos de expressões que usamos no nosso dia-a-dia e que empregamos de forma incorreta são: “eu sou de menor” quando deveríamos usar: "Eu sou menor". Outro exemplo muito usado com freqüência é: “eu vivo ás custas de meu pai” quando se deveria usar: “eu vivo á custa de meu pai”.
Outro problema grave é o gerundismo que também é muito usado, na maioria das vezes sem necessidade, como pelas atendentes de telemarketing, a repetição de verbos e a tradução errada do inglês para o português, é que causa esse efeito telemarketing de fala.
Mas existe o gerundismo que não é errado, bem como podemos citar: “não me telefone nessa hora, porque vou estar almoçando”.Não está errado, pois a ação ainda está acontecendo.
Agora quando se fala: “um minuto que eu vou estar transferindo a ligação” está completamente errado, mas o comodismo não permite que as pessoas usem a frase de forma correta: “estarei transferindo a ligação em um minuto”.
Outro problema muito sério é a ordem das palavras em um texto, é dessa ordem que depende a coesão e a coerência. EX:

“Ao chegar ao encoradouro, recebeu Alzira um colar indígena, feito de escamas de peixe e frutos do mar, que estava acompanhada de um grupo de adeptos do movimento Evangélico Unido.”

Temos sempre que entender primeiro o que está errado e onde está a falta de clareza. No exemplo o problema está no pronome relativo “que”, que tem como função relacionar termos no texto. O mesmo se refere à Alzira e ele está totalmente distante do termo indicado. Onde ele está parece se referir a “frutos do mar” ou a “colar.”
Para melhorar o sentido seria:
EX:
“Ao chegar ao encoradouro, Alzira que estava acompanhada de um grupo de adeptos do movimento Evangélico Unido, recebeu um colar indígena, feito de escamas de peixe e frutos do mar.”

Outro problema que pode dificultar a compreensão de um texto é a Ambigüidade. Ambigüidade é a possibilidade de uma mensagem admitir mais de um sentido. Ela geralmente é também provocada pela má organização das palavras na frase.

EX:
"A mãe encontrou o filho em seu quarto." (No quarto da mãe ou do filho?)
“Deputados querem limpar obras com irregularidades” (Os deputados querem limpar obras irregulares ou querem com mais irregularidades limpar obras?)

Para que ficasse claro o sentido pretendido bastaria escrever:
EX:
“Deputados querem limpar obras irregulares”.

A coerência também é muito importante em um texto. Que manifesta preocupações ecológicas não deveria sujar as ruas, certo? A coerência liga duas ou mais idéias fazendo com que o sentido do texto fique claro.

Ao longo dos anos, notamos sempre um problema que muitas vezes faz a diferença na hora de se escrever um texto: O plural das palavras. O plural é uma flexão nominal que refere a duas ou mais coisas, indivíduos, objetos, etc. Nesse contexto existem algumas palavras que sempre geram dúvidas e que são importantes quanto a análise de seu plural.

EX: “Féria” e “Férias”. “Féria” no singular refere-se a uma quantidade de renda arrecadada num período numa casa comercial. O termo “Férias” significa um período de descanso a que têm direito, empregados, servidores públicos, estudantes etc.

Há também algumas palavras que são utilizadas apenas no plural.

EX:”pêsames”, “fezes, “óculos”, “parabéns”, “núpcias” e etc.

Existe também plurais que são polêmicos e que devemos tomar cuidados.

EX: “Gravidez”. É bem simples, apenas usamos a regra de se acrescentar “es” nas palavras terminadas com z.

EX: “Júnior”. O plural das palavras terminadas em "r" também é de se acrescentar “es” . E com Júnior não poderia ser diferente. Mas o problema é que ocorre uma mudança na vogal tônica, pois no plural ela deixa de ser “u” e passa a ser “o”.

EX: “Qualquer”. Toda regra tem sua exceção, pois na palavra qualquer o fato dela terminar com r não nos permite acrescentar apenas “es”. Por ser uma palavra composta (qual + quer) o seu plural, quaisquer, leva em conta o seu processo de formação.

EX: “Degrau”. Confunde-se sempre com o plural de palavras terminadas em “al” que é “ais”. Mas nas palavras terminadas em “au” acrescenta-se apenas o s. Ficando então “Degraus”.

EX: “Álcool”. Seu plural é “álcoois”. Continua com a mesma sílaba tônica e continua proparoxítona. Mas recomenda-se que na pronúncia, o último “o” seja aberto.
No capítulo MAIS UMA DO COELHO, o assunto abordado são as sílabas tônicas, num episódio do Pernalonga , o coelho diz: “você transmite bons fluidos.” Mas espere aí como você viu a palavra fluido? Com a sílaba tônica no u ou no i?
O certo seria se você tiver lido com a sílaba mais forte na letra u, do mesmo modo em que lemos as palavras gratuito, circuito.
O x de tóxico, nessa palavra o x produz fonema de “cs”, da mesma forma que todas as palavras da mesma família: intoxicada, intoxicação, intoxicou.
O x de inexorável, de forma alguma podemos ler com o fonema de “cs”, o certo é lê-lá da mesma forma que as palavras: exame, exato, exercício.
Ao invés de/ em vez de
Em vez de significa? Simplesmente ao contrario de dando idéia de oposição, Ex: em vez de comer, gosto de ficar de estômago vazio.
Qual das duas frases está correta? –Ao invés de namorar preferi ficar em casa. – Em vez de namorar preferi ficar em casa. Nenhuma das duas porque quando se tem o verbo preferi, se usa a preposição “a”. Ex: preferi namorar á ficar em casa.
Onde você está? Está aí outro problema da língua, o “onde” passou de palavra que indica basicamente idéia de lugar, que é o que realmente o onde faz, para sinônimo de: por isso, logo, cujo, entre outros no intuito de explicar a relação proposta na frase, o que está totalmente incorreto, porque a palavra não assume essa postura conclusiva e não é uma conjunção. Ex: conheço a cidade onde você nasceu. Está correto porque: o “onde” se refere a cidade, que é um lugar. Ex: é um veículo onde o motor tem baixíssima taxa de emissão de poluentes. Está incorreto porque o “onde” está fazendo o papel de cujo, que explica o porquê do carro ser melhor se comparados com os outros.
Outro problema surge quando se trata de “onde” e “aonde”, “se você está em” e “mora em”, o que se usa é “onde”, porque os verbos não indicam idéia de movimento, uma vez que indicam usa-se “aonde” Ex: aonde ela foi?.
Você tem cheiro de quê? Os monossílabos tônicos terminados em “e” são acentuados, porque encerra uma frase interrogativa direta, outra situação em que se deve acentuar é se vier no meio da frase e tiver valor de substantivo ou de interjeição.
Outro ponto de interrogação da gramática é quando se usa: porque, por que, porquê, por quê. Se equivaler a pelo/ a qual/ por que razão/ pelos quais, se usa: por que. Se for a explicação ou causa do que se afirma é junto: porque. Se puder ser substituído por: “por qual razão” ele aparece separado e acentuado: por quê. Para que ele venha junto e acentuado é preciso que a palavra seja substantivo. Normalmente é sinônimo de “motivo”, “causa”. Ex: ele não revelou o porquê da denúncia.
Muitas vezes o sentido da frase é que define como ele é usado, por isso é preciso tomar cuidado e prestar atenção.
Observando os sentidos das frases falaremos agora sobre os sentidos das palavras, que variam muito. Uma mesma palavra pode ter varios significados. São palavras que no decorrer dos anos e do tempo foram adquirindo outros valores e significados, bem como:

BÁRBARO – pode se referir ao povo bárbaro. Depois a palavra na época do Império Romano passou a ser usada com a conotação de "não-romano" ou "incivilizado". E pode significar também cruel, desumano, selvagem, rude, inculto, bacana, legal e a palavra ainda exprime espanto ou admiração.

CRUCIAL – Pode ser cruciforme, que tem forma de cruz, ou intao difícil, árduo, duro. Pode signficar também terminante, categórico, decisivo ou intao muito importante; capital.

GRAVE – Pode significar importante, sério, ponderoso, austero, solene, sério, circunspecto, rígido, severo, intenso, vivo, profundo, doloroso, penoso, nobre, elevado, sujeito à ação da gravidade, e pode significar ainda suscetível de conseqüências sérias, trágicas.
Essas palavras são exemplos de palavras que possuem dois ou mais sentidos. Conclui-se intão que são palavras que precisam de um contexto para serem compreendidas de maneira correta. É difícil quando se escreve escolher palavras para expressar o que se deseja, por isso é de extrema importância prestar atenção no significado de cada palavra para o leitror interpretar a leitura de modo correto.

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